Olho Vivo

A Vila de Paranapiacaba

Onde a preservação do patrimônio é o caminho para o desenvolvimento e sustentabilidade local.
Você já se perguntou de onde ou como surgiu o nome da Vila de Paranapiacaba?

Antes de responder a essa dúvida frequente, vamos entender alguns pontos históricos que foram importantes, voltamos então para o sec. XIX onde nascia a ferrovia no Brasil.

a história de paranapiacaba

a São Paulo Railway Company - SPR

Em São Paulo, enfrentando muitas dificuldades técnicas durante sua implementação principalmente no trecho da Serra do Mar, a primeira ferrovia construída foi a SÃO PAULO RAILWAY COMPANY (SPR), foi financiada pelo o Barão de Mauá, o maior empresário da época do Brasil imperial, com participação do Marquês de Monte Alegre, Marquês de São Vicente e 483 investidores e entre eles o Barão de Rothschild.

Ao conhecer a Vila de Paranapiacaba, podemos observar seu estilo da época colonial, proveniente da ocupação inglesa para a construção da estrada de ferro. Mas, vamos ao que interessa… já sabemos agora a respeito da estrada de ferro, porém, a pergunta que não quer calar é: E o nome, veio de onde, então?

Muito antes da instalação dos ingleses que vieram com o propósito de implementar o sistema ferroviário, devido ao crescimento da cultura do café, passavam por aqui os índios, tribos indígenas nativas do território brasileiro, que criaram trilhas para encurtar o caminho entre o Litoral Paulista e o planalto.

Eram trilhas perigosas, com trechos íngremes, porém, com uma vista encantadora para o mar. E foi daí que surgiu, hoje famosa, “VILA DE PARANAPIACABA“, nome em tupi-guarani da junção: paranã (mar), epîak (ver) e aba (lugar).  Daí chegamos ao significado “LUGAR DE ONDE SE VÊ O MAR”.

A Vila de Paranapiacaba, reúne hoje o mais importante patrimônio arquitetônico “Victoriana Style” (Estilo Vitoriano) no Brasil.

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Foto por: Sérgio Souza (@serjosoza)

A FERROVIA

Como vimos parte da história da Vila de Paranapiacaba, antes mesmo do início da construção ferroviária quando nomeada pelos índios, vamos ver como foi adiante seu crescimento.

Em 1856, a então recém-criada Empresa Inglesa São Paulo Railway Co. recebia por decreto imperial a concessão para a construção e exploração da ferrovia por 90 anos.

Inicialmente, um acampamento de operários, após a inauguração da São Paulo Railway – SPR, em 1867, houve a necessidade de instalar parte dos operários na Vila para cuidar da manutenção do sistema funicular. A Vila foi ganhando importância devido sua localização privilegiada para a manutenção do sistema ferroviário e das máquinas que desciam o trecho da Serra do Mar. O último ponto antes da descida, tornou-se a ESTAÇÃO ALTO DA SERRA.

O fator preponderante para a construção da Ferrovia Santos-Jundiaí foi a expansão do café. Com sua expansão, importância econômica e o grande aumento na produção, seu cultivo começou a ficar distante do litoral, e assim, seu transporte tinha necessidade de ser cada vez mais rápido e em maiores distâncias. O trecho Santos-Jundiaí visava isso, o escoamento rápido aos mercados da Europa, via Porto de Santos.

Como o volume de café rumo ao Porto de Santos era grande, em 1895 a São Paulo Railway também ganhou uma nova linha, paralela à antiga, que ficou conhecida como Serra Nova.

Assim, a riqueza de São Paulo começa a deslizar sobre trilhos, em uma ligação ferroviária pioneira no Brasil!

Em 1946, termina o período de concessão e todo o seu patrimônio é incorporado ao Governo Federal.

O SISTEMA FUNICULAR

Com certeza você que já visitou a Vila de Paranapiacaba ou ainda está na curiosidade, já deve ter feito essa pergunta. Afinal o que é e como funciona esse Sistema Funicular?

O trem descia a serra acoplado a cabos de aço. E enquanto uma composição descia, outra com peso equivalente subia e fazia o contrapeso. No deslocamento de um plano inclinado utilizando as máquinas fixas dos patamares, um carro freio conhecido por “Serrabreque” e uma máquina chamada Locobreque acompanhava os vagões e prendia o cabo impulsor até a seção seguinte em que se realizava a mudança de cabo, e assim sucessivamente, até o pé da serra.

A Vila Ferroviária de Paranapiacaba

A vila Ferroviária de Paranapiacaba e seu entorno constituem uma porção de território de grande importância cultural e ambiental.
Seu conjunto urbano, a ferrovia e sua área envoltória – lugar onde se localiza o sistema de captação e armazenamento de água que abastece a Vila – compõem um complexo e único exemplo de ocupação do território, motivada por um fenômeno industrial: o transporte ferroviário, no qual a natureza teve e tem um lugar determinado e integrado às ações culturais.

Considerando as características da região, em 05 de junho de 2003 foi criado pela prefeitura de Santo André, o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba, uma Unidade de Conservação (UC) que tem como objetivo proteger os recursos naturais da Mata Atlântica, e obter a manutenção do equilíbrio do ecossistema para usufruto das gerações atuais e futuras. O Parque Nascentes localiza-se ao redor de mais duas UCs: a Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba e o Parque Estadual da Serra do Mar.

Este importante patrimônio natural íntegra a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, criado em 1994 pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para Educação , Ciência e Cultura , constituindo um extenso corredor ecológico voltado a conservação e sustentabilidade dos ecossistemas , e biodiversidade da Mata Atlântica.

No alto da Serra do Mar, Paranapiacaba oferece aos visitantes uma paisagem excepcional e cheia de belezas naturais que podem ser desfrutada através de atividades como caminhadas em trilhas ,estudo de meio, interpretação, recreação, educação ambiental e vivência com a natureza.

Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba

O Parque Nascentes possui uma área com mais de 4 milhões de m² onde encontram-se exemplares de cedro, bromélias e orquídeas, e sua fauna silvestre com sanhaços, beija-flor, Pica-Pau, tangarás e macucos, entre outros. Do alto da Serra descem as nascentes do Rio Grande, o principal braço formador da Represa Billings, que abastece a região metropolitana do Estado de São Paulo. Para garantir a conservação Ambiental e a segurança do visitante, as trilhas têm visitação controlada, e só podem ser realizadas com o acompanhamento de monitores ambientais capacitados e cadastrados pela prefeitura de Santo André, em parceria com o Instituto Florestal.

O parque também conta um centro de apoio aos visitantes, que além de ser um espaço de recepção, permite uma visão geral do Parque por meio de maquetes e fotos. Possui também exposições temáticas, jogos interativos e sala de treinamento para aperfeiçoamento dos monitores ambientais.

O Parque possui dois núcleos de interpretação Ambiental e 06 trilhas abertas à visitação:

A Vila de Paranapiacaba

• Localizada na região sudeste do município de Santo André, no limite entre o Planalto Paulista e a Serra do Mar, integrante da região metropolitana de São Paulo.

• Santo André possui 55% do seu território em área de mananciais , que compõem o Cinturão Verde da cidade de São Paulo – vegetação de Mata Atlântica.

• Clima: Sub-tropical úmido.
• A vegetação é caracterizada pela Mata Atlântica.
• Temperatura Média: verão – 22°C, inverno – 18° C

• No entorno da Vila de Paranapiacaba para o lado da vertente da Serra do Mar estão o Vale do Rio Mogi, onde foram construídas as linhas da ferrovia Santos – Jundiaí e que seguem em direção ao Pólo Industrial de Cubatão e o vale Rio Quilombo , localizado no Município de Santos, entre as Serra do Morrão e do Quilombo. Para o lado do interior existem várias nascentes de água , inclusive a do Rio Grande, que afluem em direção à Represa Billings.

• Serviços de apoio ao Turista
• PAT (Posto de atendimento ao Turista) Vestiários e sanitários disponíveis ao público. SP – 122, s /n°, Parte Alta.

• Estacionamento Parte Alta.
• Guarda Municipal
• Polícia Militar
• Posto de Saúde
• Corpo de Bombeiros
• CIT ( centro de informações ao Turista)
• CV ( centro de visitantes)

O Patrimônio:
Paranapiacaba

Onde a preservação do patrimônio é o caminho para o desenvolvimento e sustentabilidade local.

A Vila Ferroviária de Paranapiacaba reúne hoje o mais importante patrimônio arquitetônico “victoriana style” no Brasil, proveniente da ocupação inglesa na Serra do Mar para construção da estrada de ferro Santos – Jundiaí, no final do Século XlX.

A origem da Vila teve a primeira movimentação humana a partir dos índios tupis que a nomearam de Paranapiacaba, significando em seu idioma: “Lugar de onde se vê o mar“. Era está a visão que tinham os povos indígenas que passavam pela região rumo ao planalto.
Posteriormente, naquele caminho íngreme, utilizado pelos índios, seria construída uma estrada de ferro que ocasionaria a fundação da vila do alto da Serra depois batizada como vila de Paranapiacaba.

O motivo da construção da Ferrovia Santos-Jundiaí foi a expansão da lavoura do café , que chegou ao Rio de Janeiro e logo se espalhou pelo Vale do Rio Paraíba e, posteriormente, oeste paulista , visando um escoamento rápido rumo aos mercados da Europa, via porto de Santos.
Em 1856 a então recem-criada empresa inglesa São Paulo Railway Co. Recebia, por decreto imperial, a concessão para a construção e exploração da ferrovia por 90 anos.

A vila , inicialmente um acampamento de operários , após a inauguração da ferrovia, em 1867, transformou-se na Estação do Alto da Serra, para cuidar da manutenção do sistema em função de sua localização, último ponto antes da descida da Serra, a vila começou a ganhar importância.

Em 1946, termina o período de concessão e todo o seu patrimônio é incorporado ao Governo Federal.

Em 2002 a vila de Paranapiacaba é comprada pelo município de Santo André, como uma das ações para a sua transformação em um pólo Turístico.

Paranapiacaba e seus marcos históricos

Algum dados importantes de Paranapiacaba
1856: Concessão na São Paulo Railway Company.
1860: Vinda dos ingleses para construir a estrada de ferro Santos-Jundiaí, que escoaria café para exportação.
1867: Inaugurado o primeiro sistema funicular.
1895: Iniciada a construção da Estação da Luz, com material importado da Inglaterra e países da Europa. Também nesse período iniciou-se a construção do Segundo Sistema Funicular, paralelo ao primeiro sistema, pouco acima da encosta da Serra, cujo objetivo era ampliar o escoamento da produção de café das fazendas paulistas.
1895/1901: Período de construção do Segundo Sistema Funicular. Este sistema era formado de 5 planos inclinados interligados por patamares onde se localizam as 5 máquinas fixas a vapor subterrâneas que acionavam cabos de aço contínuos.
1901: Inaugurados a Estação da Luz , em São Paulo , que passou ser sede da São Paulo Railway Company Ltda e o Segundo Sistema Funicular de Paranapiacaba.
1946: Final da concessão da ferrovia à São Paulo Railway Co. Decreto federal n° 9869 de 13/10 – a estrada de ferro e todo seu acervo é repassado a União.

O Território de Paranapiacaba

O território de Paranapiacaba é caracterizado por seu núcleo Histórico, herança do processo de ocupação desta área, e pela natureza de seu entorno, traduzida no Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba.

A vila foi construída pelos ingleses, utilizado uma tipologia e um sistema construtivo colonial americano, com influência inglesa “victorian style”. É um exemplo único no Brasil de um “model Company town”, resultado de uma “single-enterprise” (the São Paulo Railway Company Ltd.).

Foto por: Sérgio Souza (@serjosoza)

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