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Paranapiacaba Lendas

Contos Lendas e Mistérios em Paranapiacaba

Não é de hoje que são mencionados vários Contos, Lendas e Mistérios em Paranapiacaba um pouco sombrias e as vezes até sendo apelidada de “A Silent Hill Brasileira” pelos fãs de games. Suas densas neblinas não deixam por menos, causando um ar místico e as vezes, realmente um pouco sombrio.

Aproveitando as lendas, a Olho Vivo inclui alguns contos em seus roteiros pela Vila de Paranapiacaba. A criançada além de adorar as histórias, ainda traz mais atenção e diversão ao passeio.

Contos, lendas e Mistérios em paranapiacaba

"Eu tinha medo de morar na vila quando era vivo. Agora, não mais".

Antigo Morador da Vila

É claro que a citação acima é uma brincadeira, mas tudo isso acaba deixando as histórias um pouco mais interessantes! Não acha?! Mas, Paranapiacaba é realmente mal-assombrada? Para saber, você terá de vir para a vila nos fazer uma visitinha. Te esperamos por aqui!

O ar misterioso junto de seu clima quase sempre enigmático dá cada vez mais vida às Lendas de Paranapiacaba. São cenários de muitas histórias, lendas… e ao chegar na Vila de Paranapiacaba, os visitantes podem sentir logo de cara uma sensação indecifrável. O “diz a lenda” faz parte da história da Vila, que antes, habitada por ingleses, hoje apenas memórias de muitos contos curiosos e assombrados do que houve naquela época. Lendas vivas, presentes em todos os cantos, contadas por moradores antigos e passadas de geração em geração.

Abaixo, acompanhe as mais conhecidas das Lendas de Paranapiacaba.

Contos, lendas e Mistérios em paranapiacaba

A Lenda do Véu da Noiva de Paranapiacaba

Difícil observar a densa neblina pairando sobre a vila sem se perguntar de onde vem. Surgindo e tomando conta de toda a vila, um ar que chega a dar arrepios, quase como se quisesse nos amedrontar. A neblina, densa e indecifrável que todos ficam admirados vendo sua chegada. Não sabem que por trás desse véu branco há uma triste lenda.

Uma das lendas mais conhecidas pelos moradores, narra a trágica história de uma moça, filha do engenheiro chefe, que se apaixonou por um dos seus operários e foi impedida de realizar sua cerimônia de casamento. 

Tudo pronto para o casamento! O mais belo vestido vindo da Capital com um véu tão longo que mal caberia no salão da igreja. E o noivo? Trancado por seu pai enfurecido em um dos vagões com destino a baixada, impedido de comparecer á sua própria cerimônia.

A noiva desesperada por descobrir que seu pai mandou seu noivo serra abaixo. Larga tudo e corre atrás do seu amor, descendo pelo caminho dos trilhos, aos prantos, tropeçando, caindo várias vezes e ao continuar sua descida, chega ao meio da primeira ponte, se desequilibra e despenca no meio do abismo.

Diz a lenda que seu corpo nunca foi encontrado. E a densa neblina que invade a Vila de Paranapiacaba em alguns dias, seria até hoje sua alma com seu lindo véu esvoaçante em busca de seu amor.

Contos, lendas e Mistérios em paranapiacaba

A Lenda do Vigia Noturno em Paranapiacaba

Você, acreditando ou não nas histórias que contamos por aqui, teria coragem de passar uma noite em Paranapiacaba?

Antigos moradores comentam sobre um vigia noturno encarregado de verificar casa por casa com três batidas na porta. Se estivesse tudo bem era só responder com três batidas na mesma porta e o vigia iria embora seguindo com seu trabalho. Caso contrário o vigia poderia entrar em sua casa para saber se está tudo bem.

Numa noite escura e de densa neblina, nenhum dos moradores ouviu as três batidas. E no amanhecer descobrem que o vigia noturno fora assassinado sem explicação ou pistas aparentes.

Reza a lenda que um dia depois de sua morte, todos os moradores ouviram as três batidas e como de costume, responderam com três batidas a porta para confirmar que estavam bem. Achando que o vigia noturno fora substituído.

O que até hoje deixam os moradores intrigados?
Nunca ouve um vigia substituto!

E você, teria coragem de ignorar a lenda e deixar as três batidas sem resposta?

Contos, lendas e Mistérios em paranapiacaba

O Balanço Solitário em Paranapiacaba

O vento seria capaz de movimentar um balanço? Sim, claro. Mas e se eu te contar que apenas um dos 4 balanços se movimenta enquanto os balanços ao lado continua parado? Sinistro, não é?

Diz a lenda que há várias décadas, um parquinho que fica ao lado do famoso Clube União Lyra Serrano, foi cenário de mais uma lenda, viva até hoje.

Em uma das casas de frente a esse parquinho, morava uma família inglesa com três integrantes: pai, mãe e filha.

Em um dia comum, a vila estava envolta de neblina, a pequena menina atenta, observava pela janela os balanços do parquinho. Inquieta perguntava para a mãe se poderia brincar lá fora. Sua mãe estranhou a pergunta, pois estava muita neblina e ainda assim, a menina queria sair para brincar.

Mesmo sabendo que a resposta da mãe seria não, a menina insistia, quase chorando, dizia que seu amiguinho estava chamando lá de fora.

Sua mãe decidiu ir até o parquinho para então conversar com o tal amiguinho. Ela procurou, andou pelo parquinho mas não avistou ninguém, em meio a neblina, sua filha apontou para um dos balanços em movimento e disse: “ele está ali mamãe!”. Mas ela não via ninguém. E mesmo sem ninguém, o balanço verde, balançava sem vento forte e ninguém por perto.

Com medo e assustada, sem saber o que fazer, a mãe pegou a filha e a levou para casa. Fechou as janelas e ficaram ali, muito assustadas.

Depois de alguns anos, a família se mudou e a menina não pode brincar com seu amiguinho que a espera até hoje, solitário em seu Balanço na Vila de Paranapiacaba.

Foto do Balanço de Paranapiacaba por Jorge Mariano

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A Dama do Lira de Paranapiacaba

Diz a lenda que no passado, o Clube União Lira Serrano foi palco de bailes e recepções a barões do café que paravam em Paranapiacaba quando viajavam do interior de São Paulo para Santos.

Aos finais de grandes bailes e com o Lyra totalmente vazio e trancado, vigias noturnos teriam visto em várias noites pelas grandes janelas uma mulher dançando sozinha no palco do salão vazio.

Em alguns dias, vigias tinham que dormir lá dentro do clube. E ao acordar no meio da madrugada, as vezes para ir ao banheiro ou mesmo para uma breve ronda, observavam que em uma das salas, a imagem de uma dama sumia do quadro. E sempre que desciam ao salão principal, viam vultos claros e suaves se escondendo entre as grossas cortinas de veludo.

Assustados e não entendendo o que viam, os vigias se assustavam ainda mais quando observavam que a dama voltara ao quadro antes vazio. 

Teria coragem de bisbilhotar o Lyra para observar a Dama do Lyra?

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Barulhos no Castelinho em Paranapiacaba

Outra história que se escuta muito por muitos moradores e até mesmo turistas, que afirmam ter ouvido sons e vultos ao passear pelo Museu Castelinho pelo lado de fora próximo a um cômodo específico em frente a escada principal.

Os barulhos relatados sempre sendo de um tipo de bola pequena batendo no chão e na parede como se uma criança estivesse brincando, passos de uma pessoa andando e acompanhando quem fica ao lado do cômodo e as vezes até vozes do outro lado da parede. Tenso, não?!

Normalmente os relatos são de moradores ou turistas passeando pelo museu sozinhos ou acompanhados por uma ou duas pessoas. Nunca mais do que isso.

Teria coragem de dar uma volta sozinho no Castelinho em Paranapiacaba para saber se são apenas lendas ou se essas histórias são reais?

Foto do Museu Castelinho de Paranapiacaba por
Israel Oliveira @israelzin

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O Trem Fantasma em Paranapiacaba

Em algumas das lendas incluem o “trem-fantasma”! Moradores e até antigos trabalhadores da ferrovia contam que, à noite, dá para ouvir sons e sentir um “deslocamento de ar” em alguns túneis, causados pelas “almas” de trabalhadores e envolvidos em acidentes de trens ocorridos em Paranapiacaba na construção da ferrovia. 

Alguns relatam que ouvem os gemidos dos funcionários que morreram durante a construção da ferrovia, vultos e que sempre havia um trecho onde as máquinas teimavam em “quebrar” ou parar sozinhas.

Hoje esse trecho é particular e tem seu acesso proibido. Mas, se não tivesse, você teria coragem de descer em uma madrugada qualquer para saber se é verdade? 

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Os Fantasmas do Pau da Missa de Paranapiacaba

Há muito anos, quando os ingleses viviam na vila de Paranapiacaba, eram de maioria religiosa protestante e anglicana. 

Padres da Igreja Católica do Senhor Bom Jesus de Paranapiacaba (na Parte Alta) para anunciar cerimônias, procissões, missas de sétimo dia e cortejos fúnebres aos moradores católicos da parte baixa, pregavam anúncios a uma árvore conhecida como o Pau da Missa. 

O costume continua até hoje na mesma árvore, embora boa parte dos moradores tenham adotado outra religião.

Reza a lenda que todo aquele que à meia-noite de uma sexta-feira 13 bater 3 vezes nessa árvore (TOC… TOC… TOC…), será sussurrado em seu ouvido um dos maiores segredos da vila.

Gostaria de saber esse segredo?
Que segredo seria esse?
Ou melhor, teria coragem de dar os 3 tocs nessa árvore e ter um fantasma sussurrando em seu ouvido?

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